Saúde - Gripe·15 de agosto de 2026

InfoGripe: casos de SRAG registram tendência de queda ou estabilização na maior parte do país

O número de casos de Síndrome Respiratória Grave (SRAG) apresenta curso de recuo ou estabilização em 23 das 27 Unidades da Federação (UF); já Rondônia, Mato Grosso, Bahia e Sergipe mostram leve sinal de crescimento

Por Bianca Mingote
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Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

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O mais recente Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta que o número de casos de Síndrome Respiratória Grave (SRAG) apresenta tendência de queda ou estabilização em 23 das 27 Unidades da Federação (UF). Já os estados de Rondônia, Mato Grosso, Bahia e Sergipe são os únicos que mostram um leve sinal de crescimento. A análise é referente à semana epidemiológica 31, de 2 a 8 de agosto.

Em relação ao nível de risco, ainda há 14 das 27 UF com incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, sendo: Acre, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e Sergipe.

Recorte estadual 

O Boletim mostra que há sinal de início ou manutenção da queda dos casos de SRAG por VSR no país. No entanto, mesmo com tendência de queda, os casos de SRAG por VSR continuam altos em oito estados.

Confira as 8 UFs em que casos de SRAG por VSR seguem altos:

  • Minas Gerais;
  • Paraná;
  • Rio de Janeiro;
  • Roraima;
  • São Paulo;
  • Santa Catarina;
  • Sergipe e 
  • Rio Grande do Sul.

Manutenção de cuidados 

Em nota, os pesquisadores do InfoGripe reforçam que a vacina é a principal forma de prevenção contra casos graves e óbitos pelos principais vírus que causam SRAG, como influenza, vírus sincicial respiratório (VSR) e Covid-19. 

Os especialistas da FioCruz também afirmam que é essencial que os moradores dos estados com alta de SRAG sigam tomando cuidados respiratórios, como uso de máscaras em postos de saúde, e em locais muito fechados e com aglomeração de pessoas.

A indicação também é manter as mãos limpas e fazer isolamento em caso de sintomas de gripe ou resfriado. Caso o isolamento não seja possível, a recomendação é sair de casa de máscara.

Influenza A, B e Covid-19

A FioCruz destaca que o período da sazonalidade da influenza A já se encerrou, porém, mesmo com sinal de recuo, os casos graves pelo vírus seguem altos em Minas Gerais e Roraima. 

Já os casos graves por influenza B permanecem aumentando em alguns estados do Centro-Sul, como Espírito Santo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Em contrapartida, os casos mostram sinais de desaceleração do crescimento em UFs como Rio de Janeiro e Santa Catarina e queda no Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo.

Em relação à Covid-19, o Boletim informa que há um pequeno sinal de aumento dos casos graves no Maranhão e no Amazonas. Além disso, há uma manutenção do aumento das hospitalizações por metapneumovírus em toda a Região Sul, além de São Paulo, Pernambuco e Amazonas, e de rinovírus em Minas Gerais e Rio Grande do Sul, porém sem impacto importante nos casos de SRAG em boa parte desses estados.

Segundo o InfoGripe, duas das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo – Belém (PA) e Porto Velho (RO). 

Já outras seis capitais também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco. No entanto, não foi identificado sinal de crescimento na tendência de longo prazo em Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Brasília (DF), Manaus (AM), Rio Branco (AC) e São Luís (MA).

Cenário epidemiológico no país 

Em 2026, já foram notificados 133.709 casos de SRAG, 53,9% com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Entre os casos positivos, 18,6% foram de influenza A e apenas 5,2% de influenza B. Por outro lado, 42,2% foram de vírus sincicial respiratório, 30% de rinovírus e 4% de Sars-CoV-2 (Covid-19). 

SOBRE

Bianca Mingote

Formada em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), é repórter do Brasil 61 desde 2024. Passou pelas redações da Rádio Senado, Secom (UnB) e do Correio Braziliense (CB). Também foi trainee do CB no Curso Jornalismo na Prática, com foco na cobertura de saúde do Brasil.

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